domingo, 17 de agosto de 2014

Colecionar Sentimentos

Tão complexo esse mundo...
Na verdade, eu o acho entediante, frio e mesquinho. Tenho a concepção de que a Terra realmente é um “purgatório”. É chato viver aqui. Mas há quem goste.
Como sempre falo o que penso... e o que sinto...
... Às vezes, minhas palavras, crenças e vontades chocam as pessoas que me rodeiam.
... Às vezes, pessoas que nem conheço dão sua opinião quanto aos meus pensamentos. É a consequência de quando se escreve para o “público”. Acho entediante e ofensivo quando me cobram a posição de: “se apegar a Deus”.
O que sabem sobre mim?
O que sabem sobre o que sei?
O que sabem sobre o que sou no que acredito?
O que sabem sobre o que se passa dentro de mim?

Sou a dona da verdade? – Certamente, não!
Mas... eles também não o são.
A maioria... hipócritas, ao meu ver!

Falam-me de Deus... mas estão a ajuntar bens terrenos: dinheiro, viagens, conquistas... terrenas!
Isso vale alguma coisa?
Certamente!
Para alguém vale.

Eu não quero saber quanto dinheiro você tem. Nem me interessa se você foi pra Europa ou Ásia ou América. Não me interessa que carro você comprou ou que tipo de casa você tem. Nem em que restaurante você foi... O que comeu ou o que bebeu lá.
Eu não quero saber se você usa roupa de marca ou quanto pagou por cada peça material que você possui. Se sua maquiagem é importada ou não.
Eu não quero saber de nada disso!
Não me interessa. Não me atrai. Não me acrescenta em nada.
Eu quero saber o que você SENTIU?
Eu quero saber quantos sentimentos você colecionou?
Eu quero saber quantos amigos você fez ou quantas pessoas ou animais você ajudou?
Quero saber o que aprendeu em todas essas ocasiões? Quantos sentimentos passaram pelo seu coração? Quantas ideias passaram pela sua cabeça?
Quero saber de seus medos, seus anseios, suas crenças!
Interessam-me seus sentimentos vividos!!!
Quero saber se ficou triste ou alegre... feliz... radiante... se chorou. O que aprendeu? O que ensinou?
Quantas vezes viu o pôr-do-sol ou apreciou a Lua no céu?
Quantas vezes viu o sol nascer?
Quantas vezes olhou em volta... prestou atenção em tudo (nas pessoas, no comportamento delas, nas árvores, nos prédios, na vida que ali se apresentava... num único momento)? – Independente do lugar.
Quantas vezes viu alguém com fome e lhe deu comida... sem ao menos a pessoa lhe pedir?
Quantos irmãos você agasalhou? Quantos você alimentou?
Com quantos você se sentou e amparou, conversou, ouviu... falou?
Quantas vezes olhou para o mar, apreciou a natureza, sentiu o vento, cheirou uma flor?

Na verdade... NÚMEROS NÃO SÃO IMPORTANTES.
Importantes são as lembranças gravadas. Mesmo que seu cérebro lhe traia e apague-as da memória... da alma... jamais sairão!
NÚMEROS NÃO SÃO IMPORTANTES!
Enquanto você passa seu tempo a “ajuntar” bens materiais... eu coleciono sentimentos.
Enquanto descrevo tais pensamentos... muitos estão a me julgar ou a julgar que não creio numa força superior. Huumm! Bem... é direito de cada um pensar o que quiser.
Sou aparentemente esquisita perante a sociedade e vivo uma vida de encenação... para me adequar ao mundo. Aaaff... representar... Já cansei de fazer isso.
Nunca deveria ter deixado de ser a esquisita!
O que eu ganhei me adequando ao mundo, fazendo e sendo uma pessoa como outra qualquer?
Que idiota eu fui!
Perdi meu tempo representando (como num teatro)... só para agradar a sociedade. Sociedade egoísta-consumista.
Eu posso trabalhar bastante também... ganhar muito dinheiro, talvez... e comprar o que você comprou. Mas... em que loja ou prateleira se compra sentimentos? Em que loja ou prateleira eu consigo comprar materialmente... uma boa ação... um bom pensamento... “pontos” na carteira da vida?

É... Fico pensando o que vou apresentar a Deus... a Buda... a Ala... a Jeová? - (ou qualquer nome que você queira usar).
A esquisita “aqui” tem algumas poucas migalhas para levar consigo. E também, tenho as minhas pendências... as coisas que não consegui aprender... ou que não tive vontade... ou ainda, que não quis aprender por teimosia.
Quando meu relógio chegar em certa hora... nada material irá comigo. Mas eu posso garantir que terei uma mala espiritual repleta de coisas tolas... (tolas, para alguns... não pra mim)! Levarei comigo minha coleção de sentimentos, sorrisos, lágrimas, o cheiro da chuva... das árvores... E tantas outras coisas pequenas (aos olhos de alguns) e de grande importância pra mim.

A única coisa que lamento profundamente... foi não ter sido a pessoa “perfeita” que sempre tentei ser. Lá vêm os pensamentos alheios... rsrsrs.
Perfeita no sentido do limite humano... meus caros “religiosos de plantão”.

Não consegui ser a melhor filha do mundo, nem a melhor irmã... Tão quanto amiga ou namorada... ou coisa parecida. Isso me frustra... de certo modo.
Não consegui falar ou ser ouvida... por inúmeras vezes.
Mas eu sei que isso não é um “privilégio” só meu.
Enquanto eu queria aprender ou conhecer algo além do “material”... pessoas discutiam sobre o que passava na tv ou na novela... o que tinham comprado ou o que tinham comido ou o que tinham bebido. E eu interessada no que tinham SENTIDO... hã...
Eu quero saber dos sentimentos!

Humm... no mínimo quem ler essas linhas deve estar achando que estou morrendo ou que vou me matar... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Não sejam idiotas! Sei bem no que acredito. Sei bem o que tem importância pra mim. Sei bem... quem é Deus... não precisa querer me ensinar... Detesto isso!
Ao passo que respeito sua crença e/ou religião... Detesto quando não respeitam a minha.


Falta-me paciência e compreensão. Isso eu ainda não aprendi... não em sua totalidade.
Falta-me muito!

Mas estou cansada. Sempre estive.
Esse mundo não me interessa tanto, por que carece de pessoas que pensam como eu... ... sentimentalistas....
Encontrei uma meia dúzia... nessa jornada. Já valeu, então... Penso!

Sinto-me péssima quando não consigo ouvir alguém. Mas geralmente... não consigo.
Sinto-me péssima por não me sentir tão apegada com a família... como muitos dos meus “amigos”. Queria saber o que é isso! Queria saber... vivenciar... sentir... o que eles sabem, vivem e sentem!
Queria... mas não sei como!
Cansada de tratar um corpo que sempre dá problema. Ooooh, carma! É bem provável que eu mereça tudo isso. Afinal, Deus é justo!
Falta-me isso!!!


Por que não sofro quando um ente querido se despede da existência física?
Dá impressão que nem sou humana. Ao olhar para dentro de mim... pareço uma pessoa fria e atônica... nesse ponto. Acho isso horrível!
Por que esse desapego total?
Quanto mais o tempo passa... mais desapegada eu fico.
Não consigo evitar, nem controlar. A aceitação de vida ou morte me parece simples e sem sofrimento. Aí, não consigo entender ou compreender o medo e a saudade que alguns sentem. Não sei o que é isso.
Nesse caso, não consigo me colocar no lugar do “irmão” e saber o que se passa dentro dele. Não consigo!
Pois pra mim é tudo TÃO simples. Tão normal. É o ciclo da vida... da evolução terrena.

Viver como um peixe fora da água... rsrsrs... Seria cômico se não fosse trágico.
Queria ir pra casa!
Na verdade... sempre quis.
Onde será que fica minha casa? O verdadeiro lar?

Saber que terei que pagar pelos meus erros... antes de retornar à pátria verdadeira... me parece justo!
Afinal, bombardeei meu corpo físico com coisas indevidas e exageros terrenos. Ainda fumo, por exemplo. Ainda sinto revolta, raiva, rancor, mágoa. Isso tudo faz mal... isso tudo produz doenças... isso tudo mata lentamente. Pagarei por isso! Pagarei pelos excessos. E acho justo.
Acho que já está de bom tamanho...
Maasss... Deus pode não achar. Vai saber!

Gosto da minha vida isolada... gosto de me isolar... gosto de estar sozinha.
A tão temida solidão não me dá medo algum, pois não a vejo como algo abominável. Queria saber falar alguma coisa ÚTIL... quando algum amigo me indaga sobre isso.
Uma amiga, certa vez, me falou: _... me sinto inútil!
Bem... eu me sinto inútil nessa parte...
E lá se vão mais pensamentos alheios... : Lidiane está precisando de um psicólogo urgente!
Rsrsrsrs... não obrigada! Não preciso! ...meu psicólogo de plantão é Deus... e Ele não dorme nunca.
É lógico que estou sendo preguiçosa ao pensar que seria mais fácil morrer e nascer de novo. Seria como passar a vida a limpo?
Certamente, não.
Mas seria uma boa... poder recomeçar.

Uns dirão: Oh, recomece agora, então!
Só consigo sentir tédio. Desculpem-me, por isso.
Tem coisas que... por mais que eu me esforce... JAMAIS conseguirei traduzir em palavras.
Explicar a alguém, tal visão de mundo... é um tanto complexo e tedioso. Pois, dificilmente entenderão.
Acabei de lembrar que fiz um blog... e não o alimentei com esses meus textos idiotas.
Bem, esse seria um bom texto para colocar lá.
Afinal, todas as Almas têm Segredos.
E eu sei que há mais almas que pensam como eu. Devem estar por aí... em algum lugar.
E então...
Eu gostaria de saber...

O que você sentiu quando leu isso tudo? O que pensou?
Quais as perguntas que você fez ou quais as perguntas que você se fez?
Sobre mim? Ou sobre você?
Eu estou certa?
Eu estou errada?
Acha que sou maluca? .... kkkkk....
Ninguém é responsável por meus pensamentos, nem por minhas ideias.
Ninguém... nem minha mãe... por mais que ela ache isso.
Eu sou o que sou. É a minha natureza.
Eu nasci assim. É a natureza do meu espírito.

Natureza esquisita?
Rsrsrsrs... pode ser. Mas sou feliz assim!

Isso é um desabafo, sim.
Mas é um desabafo da minha alma.
É assim que tiro o peso das costas... ou do coração... sei lá.

E você? De que jeito faz?
Não é necessário que me responda a nenhuma dessas perguntas, esse não é o intuito. Se quiser... você pode apenas pensar sobre.
Esteja a vontade para refletir sobre sua vida, pensamentos, sentimentos ou ideais.
Eu faço isso... e, essa é a forma que encontrei.
É a que mais me agrada.
Encontre a sua... faça isso! Mas faça hoje!
As horas passam... O tempo corre para todos!
Não cale a sua alma.
Amanhã você pode não estar aqui para dizer o que pensa ou o que sente.
É melhor viver enquanto pode... enquanto há chance... enquanto há vida.

Então...

... Viva!!! – à sua maneira... é claro!



Lidiane Leme
17/08/2014 – 23h23

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P.S.: Músicas que ouvi... (no repeat) enquanto escrevia...
a)    The Arctic Light on Vimeo

b)    The Water on Vimeo